segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Para começar...

Neste prólogo, pretendemos estabelecer um contrato, e este conterá apenas uma regra: Não nos furtaremos em publicar as idéias dos nossos colaboradores, a não ser que já nos digam o que é de senso comum, exigimos originalidade, criatividade e tesão nas palavras que constarem nesta CACHOLAABERTA, pois estas ditas devem pretender alcançar o coração e não a mente dos leitores. Contestar a literatura, gramática, ciência, política, religião, história, e todas as outras aflições do humano, moderno ou não, este é o único dogma que nos direciona. Todos os temas em caixa baixa, em uma relação, ao mesmo tempo, micro e macro entre os significados e a realidade de cada assunto. Gostaria aqui de não prolongar-me, deixo-os agora com algumas palavras de José de Alencar escritor do sec. XIX, que no prólogo do romance "Iracema", de 1865, entre outras, ditou a seguinte mensagem:
"Muita coisa me ocorre sobre o assunto, que talvez deverá antecipar aleitura da obra, para prevenir a surpresa de alguns e responder as observações ou reparos de outros. Mas sempre fui avesso aos prólogos; em meu conceito eles fazem á obra o mesmo que o pássaro à fruta antes da colhida ; roubam as principais do sabor literário. Por isso me reservo para depois..."

Agora exponho-lhes as minhas víceras com este breve e animado conto inverso:
Um prelúdio fugaz sobre o cheiro do fogo

De repente ele pula do cavalo, arma sua faca em posição de ataque e desfere golpes no ar. Seu oponente, naquele assombro repentino, apanha o punhal e aceita o duelo. Enquanto isso, nós passávamos na garupa de um desconhecido comendo pão com lingüiça, especiaria típica do lugar chamado Chapada, situado nas beiradas da famosa Ouro Preto de Minas.
O cheiro da carne assada tomava nossas ventas, o sexo emanava dos movimentos de dança profanados pelas belas e magras jovens da região. No rebolar da faca e no cortar doce da dança descobri a voracidade do fogo infernal que queimava por baixo daquele solo. Agora entendo porque a fumaça densa daquela tarde de sol tinha cheiro que não era de terra.
Vi como um espectador circense àquela batalha que se passava em meio às comemorações do dia de páscoa, naquele vilarejo de uma realidade distante, que possivelmente não verei mais. O sangue não me veio à boca por acaso. Senti em minhas veias cada corte letal e gozei muitas vezes com os sorrisos assustados dos olhos que me afrontavam.
Se por acaso alguém disser que não foi assim não acreditem, pois eu quis tudo errado, misturei cada coisa com o seu oposto, apaguei a parte mais bonita e sincera, simplesmente deletei. Ficou somente averdade. E, não consegui colocar-me no seu lugar, pois o meu lugar eunão sei onde é.

Saulo Martins – BH em 29/06/2007

3 comentários:

Anônimo disse...

Como é bom perceber que ainda existem pessoas interessadas em aprender e debater novos modelos para a convivência humana, criando e recriando nossa sociedade e o entendimento que temos dela.

Anônimo disse...

Utopia � loucura!!!

Ontem estive pensando em como fazer para poder ganhar mais dinheiro para poder sobreviver e criar minha filha mais dignamente.

Parei, pensei, e nada de positivo, com o sal�rio que eu ganho e o custo de vida t�o alto...

Me ocorreu a solu�o, somente na politica, sou uma pessoa popular, tenho boa dic�o e pensamentos revolucion�rios, quero mudar o mundo, quero fazer constar nos livros de hist�ria o meu nome.

Por�m pensei mais um pouquinho e logo depois desisti da id�ia, no Brasil querer mudar e revolucionar com id�ias positivas e a�es corretas, � uma utopia e de gente que n�o ganha bem e beira a passa- fome, por�m � s� o que nos resta sonhar e al�m do mais � de gra�a...


Adriano Luiz do Couto

Anônimo disse...

Leia sobre como escrever para web na revista www.com.br, lá você terá algumas dicas, poxa ler isso é demais. rsrsrs....